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Moradores de Santa Cruz se reúnem com a Defensoria Pública para dialogar sobre as ações judiciais contra a Ternium Brasil

Representantes da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro conversaram com moradores de Santa Cruz, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, sobre o andamento dos processos judiciais de reparação cível em curso contra a siderúrgica Ternium Brasil, antiga TKCSA.

Representantes da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro conversaram com moradores de Santa Cruz, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, sobre o andamento dos processos judiciais de reparação cível em curso contra a siderúrgica Ternium Brasil, antiga TKCSA.

Estiveram presentes o Coordenador Cível José Augusto Garcia, o Subcoordenador Maurício de Andrade, o Defensor Público Christiano Paiva e o Ouvidor Guilherme Pimentel.

Os litígios seguem sem julgamento há mais de dez anos e o encontro teve como objetivo fazer o acompanhamento e o debate de estratégias para viabilizar a conclusão das ações e a reparação dos danos alegadamente causados pela empresa.

As causas movidas pela população local contra a Ternium Brasil denunciam os impactos e danos ocorridos desde a fase de construção da siderúrgica, em 2006, e o início de sua operação, em 2010. Embora a companhia negue a sua responsabilidade, centenas de pessoas seguem sofrendo com os prejuízos à saúde e ao ambiente, que continuam a se acumular ao longo dos dezessete anos da presença da siderúrgica em Santa Cruz.

Os moradores relatam que, com a implantação e a operação do complexo siderúrgico, diferentes intervenções e atividades geraram impactos diretos aos moradores, como a ocorrência de enchentes e o aparecimento de rachaduras em suas casas. Além disso, o transporte de minério através da linha férrea trouxe intensa perturbação sonora e poluição do ar, já que os vagões não têm cobertura.

“chuva de prata” que surpreendeu os moradores por duas vezes, em 2010 e 2012, marca o rastro de poluição que até hoje afeta a vida das pessoas. “A gente respirava um ar bom e tinha saúde, hoje não temos mais saúde”, lembrou uma das moradoras presentes na reunião.

Conforme o relato de outra participante, “todas as noites eles queimam algo que o ar fica todo alaranjado e depois lança uma fumaça que ninguém consegue respirar”.

O Instituto PACS, que acompanha as comunidades de Santa Cruz na resistência às injustiças socioambientais, esteve presente no encontro e segue trabalhando pelo fortalecimento da auto organização dos atingidos e atingidas por megaempreendimentos e na luta por reparação e justiça.

Matéria postada originalmente no site do Instituto PACS

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